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Copa do Mundo: 3 formas inteligentes da sua marca aproveitar o hype em campanhas e ativações

  • Foto do escritor: Leiliane Germano
    Leiliane Germano
  • há 3 dias
  • 4 min de leitura

Ativação da Coca-Cola para a copa cria figurinhas em uma estação.
Hype da Copa do Mundo leva Coca-Cola a criar figurinhas especiais em ativação.

A Copa do Mundo nunca movimenta apenas o esporte. Ela movimenta comportamento, consumo, estética, conversa e pertencimento. Durante esse período, as pessoas passam a compartilhar emoções coletivamente, consumir conteúdos em tempo real e se conectar com marcas que conseguem participar da experiência de forma autêntica. 

Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CND), 60% dos brasileiros planejam gastar com produtos ou serviços na Copa de 2026, o que mostra que a população pretende manter o hábito de transformar os jogos em experiências coletivas. E é exatamente por isso que a Copa se tornou um dos momentos mais valiosos para campanhas de marketing. Mas existe uma diferença muito clara entre marcas que apenas entram no hype e marcas que realmente conseguem transformar esse momento em percepção, relevância e resultado.


As campanhas mais fortes não usam a Copa apenas como tema visual. Elas criam experiências, produtos e narrativas capazes de fazer as pessoas sentirem que estão vivendo aquele momento junto com a marca. Separamos três movimentos estratégicos que explicam por que algumas campanhas ficam na memória enquanto outras desaparecem junto com o fim do campeonato.


  1. Transforme campanhas e ativações da Copa em experiência, não apenas divulgação.



Durante grandes eventos, as pessoas não querem apenas consumir publicidade. Elas querem participar do que está acontecendo. É por isso que campanhas interativas costumam performar tão bem durante a Copa. Quanto mais a marca consegue inserir o público dentro da ação, maior tende a ser o engajamento, o compartilhamento e a lembrança construída.


A Coca-Cola entendeu isso de forma muito inteligente ao criar uma máquina interativa que transforma fotos das pessoas em figurinhas no estilo dos álbuns da Copa. A ação mistura tecnologia, nostalgia e participação em uma experiência extremamente compartilhável. O consumidor deixa de apenas assistir à campanha e passa a fazer parte dela.


Esse tipo de ativação funciona porque cria identificação emocional e conteúdo espontâneo ao mesmo tempo. As pessoas querem mostrar a experiência para outras pessoas. E quando isso acontece, a marca entra naturalmente na conversa cultural daquele momento. Para empresas menores, isso também pode ser adaptado de maneiras simples. Um restaurante pode criar ações interativas durante os jogos ou uma loja pode transformar produtos selecionados em uma escalação campeã, por exemplo. Hoje, campanhas que geram participação costumam ter muito mais força do que campanhas que apenas comunicam alguma coisa.


2. Crie produtos que façam parte do momento cultural.



Modelos na campanha de ativação da Renner para  copa cria colab com a Guaraná Antarctica.
Campanha e ativações da Renner e Guaraná Antarctica resgatam elementos nostálgicos da Copa.


Outro movimento que cresce muito durante a Copa é o desenvolvimento de produtos e coleções conectados ao contexto do evento. Mas existe um detalhe importante: as campanhas que realmente funcionam não parecem apenas “temáticas”, elas conseguem transformar comportamento e pertencimento em produto.

A atual collab entre Renner e Guaraná Antarctica faz exatamente isso. A coleção utiliza referências históricas do futebol brasileiro, estética esportiva e elementos nostálgicos para criar peças que fazem o consumidor sentir que está vestindo aquele momento cultural. Não é apenas roupa com referência à Copa, mas uma narrativa visual e emocional por trás da coleção.

Esse movimento mostra como as marcas conseguem aumentar o valor emocional ao redor do produto, quando deixam de criar apenas ofertas e passam a criar experiências. Isso pode ser aplicado em diferentes segmentos. Restaurantes podem criar drinks inspirados em países participantes, marcas podem lançar edições limitadas de algum produto e empresas podem desenvolver kits, embalagens ou campanhas temporárias conectadas ao clima do evento. O ponto principal é entender que as pessoas compram pertencimento, memória e experiência.


3. Use emoção e narrativa para fortalecer presença de marca.


Brahma lança campanha cinematográfica com Ronaldo e o técnico Ancelotti.

As campanhas mais lembradas da Copa quase nunca falam apenas sobre futebol, mas sim sobre emoção. A Brahma mostrou isso ao lançar uma campanha cinematográfica para a Copa de 2026 utilizando Ronaldo e o técnico Ancelotti em uma narrativa carregada de símbolos que já fazem parte do imaginário coletivo do brasileiro. O comercial funciona porque ativa memória afetiva, reconhecimento e identidade cultural de forma imediata.

Marcas fortes entendem que grandes eventos são oportunidades de conexão emocional. E emoção continua sendo um dos elementos mais poderosos para gerar lembrança de marca. Isso não significa que toda campanha precise ter celebridades ou grandes produções. O mais importante é construir uma narrativa alinhada ao comportamento das pessoas naquele momento. A Copa desperta expectativa, celebração, nostalgia, união e torcida. Quando a comunicação consegue acessar essas emoções de forma coerente, ela deixa de parecer publicidade comum e passa a ocupar espaço emocional. E é exatamente isso que diferencia campanhas que permanecem na memória.


O hype passa, mas a percepção fica.


Todos os anos, grandes eventos criam oportunidades enormes para marcas crescerem em relevância. Mas as empresas que realmente conseguem transformar atenção em resultado são aquelas que entendem que marketing hoje não é apenas sobre aparecer. É sobre criar experiências capazes de gerar identificação, conversa e percepção de valor.


A Copa do Mundo é uma das maiores vitrines emocionais do planeta. E marcas que conseguem participar dela de maneira estratégica não apenas aproveitam um hype. Elas fortalecem presença, constroem memória e criam conexões muito mais duradouras com o público. Porque no fim, as pessoas podem até esquecer alguns jogos. Mas dificilmente esquecem as marcas que fizeram parte da experiência que elas viveram. Afinal, quem nunca guardou uma miniatura promocional da Copa ou um álbum de figurinhas de uma seleção campeã?



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