65% dos brasileiros compram pelas redes sociais. Sua empresa está vendendo ou apenas postando?
- HIVE Marketing

- há 4 dias
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Se a sua empresa ainda utiliza Instagram, Facebook ou TikTok apenas para publicar conteúdos institucionais, pode estar perdendo oportunidades de negócio todos os dias. O comportamento do consumidor mudou, e as redes sociais passaram a influenciar muito mais do que a visibilidade de uma marca. Elas impactam decisões de compra, e você vai entender o motivo.
Segundo o Relatório do Varejo da Adyen, divulgado pela CNN Brasil, 65% dos brasileiros já utilizam as redes sociais para realizar compras online. O dado revela uma mudança importante no comportamento do consumidor: a jornada de compra deixou de começar no Google e terminar no e-commerce. Em muitos casos, ela começa, acontece e termina dentro das próprias plataformas sociais.
O consumidor não separa mais conteúdo e compra nas redes sociais.
As pessoas entram no Instagram para acompanhar amigos, assistir a vídeos, buscar inspiração e descobrir novidades. No meio desse processo, encontram uma marca, assistem a um reels, leem comentários, salvam um post e decidem comprar. Esse comportamento tem um nome: Social Commerce. Mais do que vender pelas redes sociais, o Social Commerce transforma o conteúdo em uma experiência comercial. O consumidor deixa de procurar um produto para descobrir soluções enquanto navega.
Não por acaso, o estudo da Adyen mostra que apenas 29% dos varejistas oferecem experiências estruturadas de Social Commerce, embora a maioria dos consumidores já espere esse tipo de jornada. Isso representa uma oportunidade competitiva para empresas que conseguirem integrar marketing, conteúdo e vendas.

O problema não é estar nas redes. É não estar preparado para vender.
Muitas empresas publicam diariamente, conquistam seguidores e até geram engajamento. Ainda assim, não conseguem transformar audiência em faturamento. Na prática, isso acontece porque falta estratégia comercial.
Uma operação de vendas pelas redes sociais depende de alguns pilares:
Conteúdo pensado para gerar intenção de compra.
Anúncios segmentados para públicos estratégicos.
Jornada de compra simples e sem atritos.
Atendimento rápido.
Processo comercial integrado.
Meios de pagamento eficientes.
Mensuração constante dos resultados.
Quando um desses elementos falha, o consumidor simplesmente continua rolando o feed.
Conteúdo deixou de ser marketing e agora faz parte do processo comercial.
O estudo mostra ainda que o Instagram é a plataforma preferida para compras, sendo citado por 61% dos consumidores. Facebook aparece em seguida com 52% e TikTok com 19%. Mas existe um detalhe importante. As redes sociais geram descoberta, mas o que fecha a venda é a confiança. Perfis abandonados, respostas demoradas, ausência de avaliações, identidade visual inconsistente ou dificuldade para finalizar a compra fazem com que o consumidor desista em poucos segundos. A experiência digital tornou-se parte do produto.
Existe uma diferença importante entre produzir conteúdo e construir um sistema de vendas. Empresas que utilizam as redes apenas para divulgar promoções tendem a competir por preço. Já marcas que educam, demonstram autoridade, apresentam bastidores, resolvem dúvidas e geram identificação conseguem reduzir objeções antes mesmo do primeiro contato comercial. É exatamente por isso que vídeos curtos, demonstrações, depoimentos, comparativos e conteúdos educativos costumam apresentar desempenho superior nas campanhas de mídia.
O futuro pertence às empresas omnichannel. Sua empresa vende nas redes ou apenas publica?
O comportamento do consumidor mostra outro movimento importante. As pessoas não diferenciam mais o físico do digital. Elas descobrem um produto no Instagram, pesquisam no Google, conversam pelo WhatsApp, visitam a loja física e concluem a compra onde for mais conveniente. No Relatório do Varejo 2025 da Adyen, 64% dos consumidores brasileiros afirmam esperar que uma mesma marca permita comprar em diferentes canais, enquanto apenas parte das empresas já oferece essa integração.
O dado de que 65% dos brasileiros compram pelas redes sociais não representa apenas uma estatística de mercado. Ele indica uma mudança definitiva no comportamento do consumidor. Empresas que enxergam as redes sociais como um canal estratégico de vendas tendem a construir operações mais eficientes, previsíveis e escaláveis. As demais continuarão disputando curtidas enquanto os concorrentes conquistam clientes. A verdadeira questão já não é se vale a pena investir em Social Commerce, mas se a sua empresa está preparada para vender onde o consumidor já escolheu comprar.




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